Rodrigo,
No seu primeiro Dia dos Pais, venho lhe abraçar e rogar a Deus que a sua missao de pai seja sempre abençoada. Que os obstáculos surgidos ao longo da estrada sejam sempre menores do que o sorriso que, sem nada cobrar, o Leozinho lhe ofereçe, e que voce encontre sempre, como pai, a força e a sabedoria de (junto com a Lucinha) educar com carinho e dedicação essa jóia de criança que Deus lhes deu.
Conhecemos os obstáculos da vida, que parecem se tornar maior a cada ano que passa. Os ecológicos, que vocês como biólogos conhecem tão bem; os sociais, que através das diferenças de classe, de poder, faz com que os seres humanos se vejam e se enfrentem com incabíveis diferenças; os políticos, que levam o homem a temerosos impasses na sua medição de força; e, finalmente os religiosos, onde o ser humano, cada vez mais afastado de Deus, parece querer sempre suplantar Seus poderes e Sua posição de Criador do homem e da natureza...
Diante disso é que, nesse seu primeiro Dia dos Pais de uma jóia de valor incalculável, não posso deixar de lhe trazer o meu mais carinhoso abraço de Pai e de Avô do Leonardo, rogando a Deus que lhe conceda sempre Saúde, Paz, Persistência e Coragem para honrar esse tílulo que você agora ostenta: PAI!
Um feliz Dia dos Pais! E que Deus Todo Poderoso cubra de bênçãos o lar de vocês.
Do pai, sogro e avô José Gurgel dos Santos.
"Ao fim das crônicas conheça os poemas do autor"
...
domingo, 8 de agosto de 2010
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
POR QUE BRUNO AINDA RI?
Ambição. Fama. Dinheiro. Poder. Orgia. Crime. Banalidade. Rotina.
Diante do riso sem graça do goleiro Bruno nas suas entradas e saídas dos estabelecimentos e veículos policiais de Minas, numa exposição talvez até maior do que a desfrutada no seu tempo de Flamengo, me surpreendo com o espanto do povo e da mídia! Levando em conta o bárbaro crime em que ele se encontra envolvido e a radical mudança de vida que experimenta o jogador, alguns dias atrás muitos perguntaram: “Por que Bruno ainda ri?
Para mim, não tem mistério. Ele ri porque no Brasil nós todos fazemos parte do grande circo da impunidade, do endeusamento, do “faça o que quiser, você pode”, do “levar vantagem em tudo”, do absurdo sobre todos os aspectos, que coloca no mesmo palco, na mesma novela, no mesmo picadeiro social, ao lado gente simples, de bem, personagens que usam e abusam do direito de se envolver em atos criminosos, indiferentes a uma Lei que deveria ser para todos, mas que, por tradição, muitos a consideram “apenas” para Pobre, Preto e Prostituta...
Para todo bom espetáculo, são necessários ótimos diretores (muitos contratados a peso de ouro!) para que, ao final, produzam os resultados esperados por seus clientes... No espetáculo circense como na vida real (e, atualmente acontecem tantos, com desfechos trágicos para a mulher!), um talentoso “diretor” procura orientar cuidadosamente o show, alterando o rumo do roteiro; não permitindo que seus atores falem mais; mudando scripts; arranjando até novos elementos, como uma sósia da personagem principal, para confundir a história... Tudo para anular um ato de selvageria digno do esquadrão da morte ou do cangaço, o que, na sua visão, seria “o máximo” para o espetáculo e, obviamente... para a sua trajetória profissional!
Apesar do terrível e cruel script inicial, do cuidadoso aparato policial e do dinheiro que o contribuinte paga para a realização desse milionário espetáculo, Bruno ainda ri! Por quê? Seguramente, não há razão. Mas, a gente se esquece que ele nasceu e participou de um evento criminoso... no Brasil! E, quem, neste país, tendo poder através do dinheiro ou da fama, precisa se preocupar com a Justiça?
Diante da impunidade que campeia na nossa sociedade, “celebridades” do tipo políticos, jornalistas, empresários, juízes, funcionários públicos, fazendeiros, religiosos, atletas, artistas, gente da mídia ou com muito dinheiro, desde muito tempo desrespeitam sistematicamente a nossa legislação... passando por cima dos nossos códigos, que parecem ter sido criados exclusivamente para incriminar os miseráveis, os sem força e os sem voz... Sim, porque aqui, quem tem dinheiro, e pode contratar advogados famosos, ou renomados escritórios, não precisa se preocupar com o que reza a Lei. O crime, como um mal estar passageiro – garantem esses agentes da Lei – para uma pequena parcela da sociedade, tem preço! Logo, logo, para os seus clientes, tudo estará resolvido, e eles ganharão vida nova, com... ficha limpa, e tudo o mais que o dinheiro possa comprar!
Diante do riso sem graça do goleiro Bruno nas suas entradas e saídas dos estabelecimentos e veículos policiais de Minas, numa exposição talvez até maior do que a desfrutada no seu tempo de Flamengo, me surpreendo com o espanto do povo e da mídia! Levando em conta o bárbaro crime em que ele se encontra envolvido e a radical mudança de vida que experimenta o jogador, alguns dias atrás muitos perguntaram: “Por que Bruno ainda ri?
Para mim, não tem mistério. Ele ri porque no Brasil nós todos fazemos parte do grande circo da impunidade, do endeusamento, do “faça o que quiser, você pode”, do “levar vantagem em tudo”, do absurdo sobre todos os aspectos, que coloca no mesmo palco, na mesma novela, no mesmo picadeiro social, ao lado gente simples, de bem, personagens que usam e abusam do direito de se envolver em atos criminosos, indiferentes a uma Lei que deveria ser para todos, mas que, por tradição, muitos a consideram “apenas” para Pobre, Preto e Prostituta...
Para todo bom espetáculo, são necessários ótimos diretores (muitos contratados a peso de ouro!) para que, ao final, produzam os resultados esperados por seus clientes... No espetáculo circense como na vida real (e, atualmente acontecem tantos, com desfechos trágicos para a mulher!), um talentoso “diretor” procura orientar cuidadosamente o show, alterando o rumo do roteiro; não permitindo que seus atores falem mais; mudando scripts; arranjando até novos elementos, como uma sósia da personagem principal, para confundir a história... Tudo para anular um ato de selvageria digno do esquadrão da morte ou do cangaço, o que, na sua visão, seria “o máximo” para o espetáculo e, obviamente... para a sua trajetória profissional!
Apesar do terrível e cruel script inicial, do cuidadoso aparato policial e do dinheiro que o contribuinte paga para a realização desse milionário espetáculo, Bruno ainda ri! Por quê? Seguramente, não há razão. Mas, a gente se esquece que ele nasceu e participou de um evento criminoso... no Brasil! E, quem, neste país, tendo poder através do dinheiro ou da fama, precisa se preocupar com a Justiça?
Diante da impunidade que campeia na nossa sociedade, “celebridades” do tipo políticos, jornalistas, empresários, juízes, funcionários públicos, fazendeiros, religiosos, atletas, artistas, gente da mídia ou com muito dinheiro, desde muito tempo desrespeitam sistematicamente a nossa legislação... passando por cima dos nossos códigos, que parecem ter sido criados exclusivamente para incriminar os miseráveis, os sem força e os sem voz... Sim, porque aqui, quem tem dinheiro, e pode contratar advogados famosos, ou renomados escritórios, não precisa se preocupar com o que reza a Lei. O crime, como um mal estar passageiro – garantem esses agentes da Lei – para uma pequena parcela da sociedade, tem preço! Logo, logo, para os seus clientes, tudo estará resolvido, e eles ganharão vida nova, com... ficha limpa, e tudo o mais que o dinheiro possa comprar!
segunda-feira, 26 de julho de 2010
E-BOOK
Vou começar a tirar das prateleiras os meus velhos e queridos livros de papel, me preparando para mais uma mudança radical, desta feita atingindo aqueles que nos trouxeram conhecimento e alegria: os livros. Livros que foram adquiridos por necessidade intelectual ou comprados por motivação passageira; adquiridos em sebos ou feiras de livro; ou acalentados por algum tempo e que nos alegram sempre quando a eles retornamos; os que compramos por indicação e os que não conseguimos passar do primeiro capítulo... todos condenados, democraticamente, a desocupar espaço.
A tecnologia opera maravilhas, mas ao mesmo tempo transtorna a vida das pessoas. Eu costumo brincar com meu filho caçula, dizendo que o ser humano que já colabora com a ciência através das suas digitais e das suas iris/pupilas em programas informáticos, só falta agora colaborar com o seu espirro... espirrou e, junto com aquele discreto ou escandaloso ato, o homem terá todas as suas dúvidas esclarecidas sobre qualquer tema... Tudo personalizado e com a rapidez que a informática exige...
Mas – falando sério! – é incrível como o avanço tecnológico nos obriga constantemente a nos separarmos de tanta coisa que um dia colecionamos com carinho e dedicação. Até a época do rádio, por exemplo, a coisa era menos avassaladora. Durante muitos e muitos anos nos contentamos com esses aparelhos: a princípio enormes, depois em tamanhos mais apropriados, até chegar aos portáteis que já davam sinais do que seria o progresso tecnológico que viria por aí... caminhando lado a lado, a antiga vitrola, fora substituída pela radiola, que conjugava no mesmo objeto rádio e toca-disco no pioneiro e discreto 2em1 da história.
A partir daí, vimos surgir o toca-fitas, e muito rapidamente o toca-cd. E, com o avanço da tecnologia, começou o dilema: “o que fazer?” O que fazer com as pilhas de disco que já haviam substituído o vinil? (long-plays, duplos, simples); Com os sonhos ali contidos: as valsas, os boleros, Nélson, Altemar, Elizeth, Chico, Elis e tantos outros? E, com a radiola desativada? Depois, com o advento do CD, foi a vez de aposentar o toca-fitas, junto com suas caixas... Agora, após tantas seleções e tantos CDs empilhados, vem a possibilidade transformar tudo em lixo, já que um minúsculo aparelho chamado pen-drive é capaz de armazenar tudo o que você deseja em matéria de “som”, transformando-se na mais extraordinária discoteca.
Com os livros também está próximo de acontecer uma mudança radical. Drástica, como toda mudança que chega para promover substituição. Os queridos livros que ao longo da nossa vida foram arrumados cuidadosamente em lugar privilegiado da casa, estarão em breve vestindo uma roupagem nova: despindo-se da forma original de papel, desocupando estantes, ou grandes paredes repletas de importantes obras, estarão dando lugar a uma “única” tabuleta eletrônica que substituirá toda a sua coleção literária, numa atitude bem compatível com as transformações da informática.
Aí, então, aqueles velhos e queridos amigos que folheávamos com prazer, por sua poesia, suas aventuras, seus temas envolventes, promoverão um melancólico “Encontro Marcado”: Machado, Hermingway, Garcia Marques, Vargas, Helder Câmara, Drummond, Bandeira, Adélia, Cecília e Quintana, entre tantos, num misto de festa e velório... partirão para sua nova moradia: uma tabuleta eletrônica, onde viverão todos juntos, calados, sumidos, até serem acionados um dia por um simples botão que lhes dará vida, tudo patrocinado pelo fantástico avanço da Tecnologia.
Certamente que não é para hoje, mas estamos num caminho sem volta. Você pode reagir a essa nova mudança, pranteando o fim da sua bela e bem cultivada biblioteca, ou então, empacotando-a e viajando com ela para o Xingu, em busca do tempo perdido... Isso, se o Xingu ainda existir, após tanta degradação que vem acontecendo na Amazônia...
A tecnologia opera maravilhas, mas ao mesmo tempo transtorna a vida das pessoas. Eu costumo brincar com meu filho caçula, dizendo que o ser humano que já colabora com a ciência através das suas digitais e das suas iris/pupilas em programas informáticos, só falta agora colaborar com o seu espirro... espirrou e, junto com aquele discreto ou escandaloso ato, o homem terá todas as suas dúvidas esclarecidas sobre qualquer tema... Tudo personalizado e com a rapidez que a informática exige...
Mas – falando sério! – é incrível como o avanço tecnológico nos obriga constantemente a nos separarmos de tanta coisa que um dia colecionamos com carinho e dedicação. Até a época do rádio, por exemplo, a coisa era menos avassaladora. Durante muitos e muitos anos nos contentamos com esses aparelhos: a princípio enormes, depois em tamanhos mais apropriados, até chegar aos portáteis que já davam sinais do que seria o progresso tecnológico que viria por aí... caminhando lado a lado, a antiga vitrola, fora substituída pela radiola, que conjugava no mesmo objeto rádio e toca-disco no pioneiro e discreto 2em1 da história.
A partir daí, vimos surgir o toca-fitas, e muito rapidamente o toca-cd. E, com o avanço da tecnologia, começou o dilema: “o que fazer?” O que fazer com as pilhas de disco que já haviam substituído o vinil? (long-plays, duplos, simples); Com os sonhos ali contidos: as valsas, os boleros, Nélson, Altemar, Elizeth, Chico, Elis e tantos outros? E, com a radiola desativada? Depois, com o advento do CD, foi a vez de aposentar o toca-fitas, junto com suas caixas... Agora, após tantas seleções e tantos CDs empilhados, vem a possibilidade transformar tudo em lixo, já que um minúsculo aparelho chamado pen-drive é capaz de armazenar tudo o que você deseja em matéria de “som”, transformando-se na mais extraordinária discoteca.
Com os livros também está próximo de acontecer uma mudança radical. Drástica, como toda mudança que chega para promover substituição. Os queridos livros que ao longo da nossa vida foram arrumados cuidadosamente em lugar privilegiado da casa, estarão em breve vestindo uma roupagem nova: despindo-se da forma original de papel, desocupando estantes, ou grandes paredes repletas de importantes obras, estarão dando lugar a uma “única” tabuleta eletrônica que substituirá toda a sua coleção literária, numa atitude bem compatível com as transformações da informática.
Aí, então, aqueles velhos e queridos amigos que folheávamos com prazer, por sua poesia, suas aventuras, seus temas envolventes, promoverão um melancólico “Encontro Marcado”: Machado, Hermingway, Garcia Marques, Vargas, Helder Câmara, Drummond, Bandeira, Adélia, Cecília e Quintana, entre tantos, num misto de festa e velório... partirão para sua nova moradia: uma tabuleta eletrônica, onde viverão todos juntos, calados, sumidos, até serem acionados um dia por um simples botão que lhes dará vida, tudo patrocinado pelo fantástico avanço da Tecnologia.
Certamente que não é para hoje, mas estamos num caminho sem volta. Você pode reagir a essa nova mudança, pranteando o fim da sua bela e bem cultivada biblioteca, ou então, empacotando-a e viajando com ela para o Xingu, em busca do tempo perdido... Isso, se o Xingu ainda existir, após tanta degradação que vem acontecendo na Amazônia...
quarta-feira, 14 de julho de 2010
AS IMAGENS (Outra fotocrônica)
Diz o ditado que “Uma imagem vale mais do que mil palavras”. Então, se da minha recente viagem ao Nordeste nem tudo consegui captar fotograficamente, ao menos, alguns dos fatos mais marcantes que consegui, gostaria de lhes mostrar. As imagens feitas, a princípio com uma velha Kodak, ganharam mais qualidade, (graças ao mano Tarcísio!), quando passaram geradas a partir de uma digital. Vamos então conferir algumas imagens da viagem?...

Foto 01. Primeira parte da viagem. No ônibus, rumo a Natal.

Foto 02. Em Natal, reunião familiar, com os manos Tarcísio e Dodora, e a cunhada Ione.

Foto 03. Em Mossoró com Caby, criador do “azougue.com”, blog fantástico que consegue revelar a essência da cidade.

Foto 04. Igreja de São Vicente onde a cidade resistiu ao bando de Lampião e onde o espetáculo “Chuva de balas” é encenado anualmente.

Foto 05. Teresina é linda e o palácio do governo, um cartão postal.

Foto 06. O filho Rodrigo e a nora Lúcia, pais de uma jóia chamada Leonardo.

Foto 07. E, aí está ele, pleno de saúde e de beleza. Que Deus o abençoe!

Foto 08. O SALIPI – Salão do Livro do Piauí uma grande festa literária que a cidade realiza anualmente.

Foto 09. Autografando um dos meus livros para uma jovem leitora.
.jpg)
Foto 10. Na tenda de bate papo, com o professor Luiz Romero, um dos organizadores do evento.

Foto 11. Com Assis Brasil, escritor piauiense, ícone da literatura brasileira.

Foto 12. Hora do retornar. As mais de 40 horas da viagem de ônibus nos leva a um relacionamento fraterno, alegre, cúmplice.
E, com a chegada, a rotina nos dá boas vindas...

Foto 01. Primeira parte da viagem. No ônibus, rumo a Natal.

Foto 02. Em Natal, reunião familiar, com os manos Tarcísio e Dodora, e a cunhada Ione.

Foto 03. Em Mossoró com Caby, criador do “azougue.com”, blog fantástico que consegue revelar a essência da cidade.

Foto 04. Igreja de São Vicente onde a cidade resistiu ao bando de Lampião e onde o espetáculo “Chuva de balas” é encenado anualmente.

Foto 05. Teresina é linda e o palácio do governo, um cartão postal.

Foto 06. O filho Rodrigo e a nora Lúcia, pais de uma jóia chamada Leonardo.

Foto 07. E, aí está ele, pleno de saúde e de beleza. Que Deus o abençoe!

Foto 08. O SALIPI – Salão do Livro do Piauí uma grande festa literária que a cidade realiza anualmente.

Foto 09. Autografando um dos meus livros para uma jovem leitora.
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Foto 10. Na tenda de bate papo, com o professor Luiz Romero, um dos organizadores do evento.

Foto 11. Com Assis Brasil, escritor piauiense, ícone da literatura brasileira.

Foto 12. Hora do retornar. As mais de 40 horas da viagem de ônibus nos leva a um relacionamento fraterno, alegre, cúmplice.
E, com a chegada, a rotina nos dá boas vindas...
quinta-feira, 1 de julho de 2010
TERESINA, DUAS EMOÇÕES
Conhecer meu neto era o objetivo maior da minha viagem ao Nordeste, em maio deste ano. Quando cheguei a Teresina, como um rei mago que viera de longe para adorar o Rei de todos, não encontrei a criança envolta em auréolas, num ambiente resplandecente, mas dormindo seu sono inocente no silêncio, na penumbra do seu quarto. Seus dois meses de vida, o medo de machucar tão frágil criatura, não me permitiram pegá-lo no colo de imediato. Com quase uma semana de contatos superficiais, num dia em que ele chorava bastante, consegui retirá-lo do berço, sentir o seu arroto retido e sua golfada aliviadora. Depois, acomodado sobre o meu peito, ele dormiu um sono tranqüilo por um bom tempo. Naquela hora, superados os receios e com a camisa suja da sua golfada, eu pude enfim conhecer o verdadeiro significado da palavra Avô.
Amante das letras, também estava reservada para mim, em Teresina, outra grande emoção: a minha participação no SALIPI, na capital piauiense. Minhas atividades culturais em Natal e em Mossoró não foram tão grandes. Em Mossoró, visitei jornais, amigos, participei de lançamentos e comprei livros. Mas, devido à coincidência de datas não pude ficar para ver o “Chuva de balas no país de Mossoró”, cujo texto é de autoria do mano Tarcísio. Felizmente, o interesse da mídia (leia-se Jornal Hoje, da Globo) pelos festejos juninos no Nordeste, que este ano chegou a Mossoró e os recursos da Internet permitiram que, na minha volta, e em meio aos jogos da Copa do Mundo, eu assistisse ao grande evento artístico realizado na cidade, que celebra a resistência do povo mossoroense ao bando de Lampião.
O 8° Salão do Livro do Piauí – SALIPI -, não foi para mim apenas uma grande festa, mas um dos grandes acontecimentos da minha vivência literária. Apesar de não estar relacionado como atração da belíssima festa, me envolvi de tal maneira com o espírito da feira, participando de conferências e debates -, que só tenho a agradecer aos seus organizadores (Luiz Romero, Jasmine Malta, Feliciano Bezerra, Wellington Soares e Cineas Santos), bem como à secretária da Fundação Quixote, Lana, e demais colaboradores, que me abriram as portas do evento, permitindo inclusive que lá autografasse os meus livros.
De prestígio nacional (ver matéria na revista CULT de maio), a feira deste ano foi um êxito total, o que vem compensar a luta ferrenha dos seus organizadores. Com um vasto programa que incluía nomes como Afonso Romano de Santana e Marina Colassanti; contando com a participação do consagrado autor piauiense Assis Brasil, autor de mais de 100 títulos, entre os quais “Beira rio, beira vida” e “Os que bebem como cães” (que na ocasião proferiu palestra sobre a criação literária); a feira de Teresina que não é bienal, como as que conhecemos em outras regiões brasileiras, mas sim “anual” e está na sua 8ª edição, viveu durante uma semana, dias intensos e fascinantes de literatura, principalmente para os alunos pequeninos e barulhentos que, com suas professoras, percorriam enfileirados e com grande curiosidade as alas e os stands da feira.
Foi a minha nora Lúcia quem me alertou para a realização da grande festa das letras do Piauí, quando lhe falei da viagem para conhecer o meu neto: “Venha no início de junho que o senhor aproveita para assistir ao SALIPI”. Foi o que aconteceu. E não me arrependi. Ao contrário, sou-lhe muito grato pelas duas grandes emoções por mim vividas em Teresina.
Prometo marcar presença no ano que vem. Para comemorar o 1º aniversário do Leonardo e para participar do 9ª SALIPI. Se Deus permitir!
Amante das letras, também estava reservada para mim, em Teresina, outra grande emoção: a minha participação no SALIPI, na capital piauiense. Minhas atividades culturais em Natal e em Mossoró não foram tão grandes. Em Mossoró, visitei jornais, amigos, participei de lançamentos e comprei livros. Mas, devido à coincidência de datas não pude ficar para ver o “Chuva de balas no país de Mossoró”, cujo texto é de autoria do mano Tarcísio. Felizmente, o interesse da mídia (leia-se Jornal Hoje, da Globo) pelos festejos juninos no Nordeste, que este ano chegou a Mossoró e os recursos da Internet permitiram que, na minha volta, e em meio aos jogos da Copa do Mundo, eu assistisse ao grande evento artístico realizado na cidade, que celebra a resistência do povo mossoroense ao bando de Lampião.
O 8° Salão do Livro do Piauí – SALIPI -, não foi para mim apenas uma grande festa, mas um dos grandes acontecimentos da minha vivência literária. Apesar de não estar relacionado como atração da belíssima festa, me envolvi de tal maneira com o espírito da feira, participando de conferências e debates -, que só tenho a agradecer aos seus organizadores (Luiz Romero, Jasmine Malta, Feliciano Bezerra, Wellington Soares e Cineas Santos), bem como à secretária da Fundação Quixote, Lana, e demais colaboradores, que me abriram as portas do evento, permitindo inclusive que lá autografasse os meus livros.
De prestígio nacional (ver matéria na revista CULT de maio), a feira deste ano foi um êxito total, o que vem compensar a luta ferrenha dos seus organizadores. Com um vasto programa que incluía nomes como Afonso Romano de Santana e Marina Colassanti; contando com a participação do consagrado autor piauiense Assis Brasil, autor de mais de 100 títulos, entre os quais “Beira rio, beira vida” e “Os que bebem como cães” (que na ocasião proferiu palestra sobre a criação literária); a feira de Teresina que não é bienal, como as que conhecemos em outras regiões brasileiras, mas sim “anual” e está na sua 8ª edição, viveu durante uma semana, dias intensos e fascinantes de literatura, principalmente para os alunos pequeninos e barulhentos que, com suas professoras, percorriam enfileirados e com grande curiosidade as alas e os stands da feira.
Foi a minha nora Lúcia quem me alertou para a realização da grande festa das letras do Piauí, quando lhe falei da viagem para conhecer o meu neto: “Venha no início de junho que o senhor aproveita para assistir ao SALIPI”. Foi o que aconteceu. E não me arrependi. Ao contrário, sou-lhe muito grato pelas duas grandes emoções por mim vividas em Teresina.
Prometo marcar presença no ano que vem. Para comemorar o 1º aniversário do Leonardo e para participar do 9ª SALIPI. Se Deus permitir!
segunda-feira, 21 de junho de 2010
MEU CUNHADO EPAMINONDAS
Meu cunhado Epaminondas chegou aos 80 anos e, apesar do mal de Parkinson, mantém a serenidade que sempre o acompanhou ao longo dos anos, aliada a um espírito atuante, idealista, capaz de se inflamar quando instigado. Funcionário de carreira do Banco do Brasil, banco que levava legiões de brasileiros a se prepararem para seus concursos, verdadeiros vestibulares, com a diferença de que o pretendente a uma vaga não tinha direito de escolha da agência para tomar posse, como o vestibulando escolhe a faculdade para cursar. Com muito esforço e dedicação ao banco, ele construiu aos poucos um respeitável patrimônio que garantiu conforto à família, e boa educação aos filhos. Esse potiguar de Angicos, além da carreira profissional que viveu, manteve-se sempre atualizado, através dos livros, revistas semanais, enciclopédias, discos, fitas, CDs, etc., trazendo para dentro de casa o melhor da cultura publicada no país.
Eu ainda era garoto quando ele conheceu a minha irmã Dodora em Mossoró, por quem se interessou... Obedecendo ao costume da época, namorou, noivou, para só depois casar. Preso ao seu compromisso profissional ele, só depois de aposentado, resolveu trazer à tona a sua veia poética que, entre o humorístico e o social, descreve de maneira singela algumas situações e emoções sentidas, no passado, principalmente.
É bem interessante a maneira como ele expressa o seu primeiro encontro com a mana Dodora: “Conheci uma garota/ numa praça em Mossoró/ com rabinho-de-cavalo/ bonita como ela só./ Com jeitinho inocente/ e astúcia de serpente/ fisgou este (feliz) brocoió./ Logo dois anos depois/ lua-de-mel em Fortaleza/ tudo era sonho e magia/ muita felicidade – que beleza!/ Não tenho de que reclamar/ nosso destino é amar/ hoje e sempre, com certeza!/ Quando casei com você/ não existia computador/ fui movido, pode crer/ somente pelo amor./ Para felicidade e prazer/ Padre Humberto abençoou...” Não fosse a dedicação integral, o amor devotado ao banco, sobrasse um pouquinho mais de tempo para a arte de Bilac, Bandeira, Drummond e Quintana, certamente um maior número de poemas interessantes conheceríamos dele.
Outra coisa. Em conversa informal que tivemos dia desses, ele me contou que gostaria de também mexer na nossa Gramática: “Não é de hoje que penso no assunto. Começou quando os filhos recorriam a mim, para tirar suas dúvidas de português. E elas foram tantas, que a coisa cresceu. Hoje, se houvesse interesse de alguma editora, eu levaria à frente o meu projeto de reforma da gramática."
Bom, esse é o meu cunhado Epaminondas. Uma daquelas pessoas que chamam a atenção pela simplicidade, e que a gente não imagina do que são capazes de produzir e de criar. Saúde, cunhado, e boa sorte!
Eu ainda era garoto quando ele conheceu a minha irmã Dodora em Mossoró, por quem se interessou... Obedecendo ao costume da época, namorou, noivou, para só depois casar. Preso ao seu compromisso profissional ele, só depois de aposentado, resolveu trazer à tona a sua veia poética que, entre o humorístico e o social, descreve de maneira singela algumas situações e emoções sentidas, no passado, principalmente.
É bem interessante a maneira como ele expressa o seu primeiro encontro com a mana Dodora: “Conheci uma garota/ numa praça em Mossoró/ com rabinho-de-cavalo/ bonita como ela só./ Com jeitinho inocente/ e astúcia de serpente/ fisgou este (feliz) brocoió./ Logo dois anos depois/ lua-de-mel em Fortaleza/ tudo era sonho e magia/ muita felicidade – que beleza!/ Não tenho de que reclamar/ nosso destino é amar/ hoje e sempre, com certeza!/ Quando casei com você/ não existia computador/ fui movido, pode crer/ somente pelo amor./ Para felicidade e prazer/ Padre Humberto abençoou...” Não fosse a dedicação integral, o amor devotado ao banco, sobrasse um pouquinho mais de tempo para a arte de Bilac, Bandeira, Drummond e Quintana, certamente um maior número de poemas interessantes conheceríamos dele.
Outra coisa. Em conversa informal que tivemos dia desses, ele me contou que gostaria de também mexer na nossa Gramática: “Não é de hoje que penso no assunto. Começou quando os filhos recorriam a mim, para tirar suas dúvidas de português. E elas foram tantas, que a coisa cresceu. Hoje, se houvesse interesse de alguma editora, eu levaria à frente o meu projeto de reforma da gramática."
Bom, esse é o meu cunhado Epaminondas. Uma daquelas pessoas que chamam a atenção pela simplicidade, e que a gente não imagina do que são capazes de produzir e de criar. Saúde, cunhado, e boa sorte!
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