"Ao fim das crônicas conheça os poemas do autor"

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domingo, 16 de agosto de 2015

“FARINHA DO MESMO SACO”?

     Não concordo com aqueles que dizem que os políticos brasileiros são todos “farinha do mesmo saco”. Quem tem acompanhado o nosso panorama político, através da TV-Câmara e da TV-Senado, principalmente, descobre que existem políticos, sérios, honestos, como o senador José Antonio Reguffe, por exemplo, que, procurando economizar o dinheiro público, cortou benefícios exagerados que lhe eram oferecidos. Além de dar exemplo de honestidade, o senador economizou para o cofre brasileiro, uma considerável parcela de reais. Pena que nem todos os nossos políticos pensem dessa maneira!
     No entanto, seja na oposição, seja no governo, é possível encontrar parlamentares honestos, que lá estão com a missão de colaborar com o país de alguma forma, como o senador Cristóvão Buarque, na sua incansável defesa da Educação, como base para o crescimento do país; Paulo Paim, levantando a bandeira da defesa dos aposentados é um político incansável na luta pelos direitos dos mais fracos; Ana Amélia, senadora que já foi jornalista, considera a discussão dos problemas nacionais prioridade, atuando sempre com posições firmes e coerentes; o senador Magno Malta é um evangélico que costuma se inflamar ao defender os bons costumes da sociedade brasileira que passa no momento por uma intensa degradação social; Cassio Cunha Lima faz, com muita garra, a defesa das nossas instituições e do nosso patrimônio, protagonizando uma luta ferrenha contra a corrupção; a senadora Simone Tebet tem no sangue o “dna da política” e, apesar de nova no Senado demonstra garra e coerência na apresentação de seus projetos ou no apoio a projetos alheios, desde que favoráveis ao progresso do país.  
     Haverão de dizer: “Mas, isto não quer dizer nada diante do batalhão de “sanguessugas” que atua nas nossas casas representativas”. Concordo. Até porque a gente sabe que quem leva sempre a pior com essa fome de privilégios, de “maracutaias”, de “toma lá, dá cá”, é sempre o povo brasileiro. Entretanto, com as suas nobres atuações parlamentares, esses políticos sérios e honrados vão, aos poucos, deixando a sua marca e os seus exemplos para serem seguidos pelos que vão chegando, se incorporando ao parlamento nacional. Maus exemplos de governantes sempre tivemos. Conta-se que a coisa vem desde a época do descobrimento do Brasil, e, virou até a seguinte piada: “Deus, diante das reclamações de um americano, um japonês e um alemão que não se conformavam com os benefícios celestiais concedidos ao nosso país, privilegiado com tantas coisas boas e belas, ao passo que eles só amargavam vulcões, terremotos e desastres ecológicos, cortou as lamúrias dos três, dando-lhes a seguinte resposta: É... mas vocês não sabem o tipo de gente que eu coloquei lá.”
     Mas, será que nós vamos viver eternamente com esta pecha de gente ruim?

quinta-feira, 23 de julho de 2015

CRÔNICA DO RECESSO IMERECIDO

Tentei, como cidadão brasileiro, revoltado com os graves problemas que afetam o país, discutidos diariamente nas TVs Câmara e Senado, aproveitar este imerecido recesso parlamentar: buscar coisas leves, visitar o lado lírico, sentimental da poesia... Mas, (quem falou que seria possível?!) o meu lado poético também anda revoltado com a roubalheira e com o desgoverno que aí estão. Vejam o que ele está sentindo...

A VISÃO DO APOSENTADO

A mim, me bastaria uma velhice
De paz, em que eu zelasse pelos filhos
E rezasse por aqueles mais distantes.

Para que tanta tecnologia “News”,
Se os jornais televisivos respingam
Sangue no meu rosto, o tempo todo?...

Estou carente, e meus parcos ganhos
Mal dão para as mazelas da saúde,
Que nesta idade castigam muito...

Promessas políticas são só promessas:
Aposentado não pode ir além do salário!
Só políticos e apadrinhados podem!...

A violência campeia, igual ao Cangaço.
E, há quem goste das políticas radicais
Que vão mais além, como a degola!...

A guerra fratricida da droga, aqui gerada
- “deseducados” contra “desorientados” –
Mata mais do que conflitos oficiais.

 O que, um dia, foi modelo de prosperidade
Virou engodo para ratazanas palacianas,
Que quase destruíram a nossa Petrobrás

 A esperança, a criança, o futuro, a Pátria...
Sonharemos, ainda, com um futuro radiante?
Ou confirmamos a vitória da corrupção?...

sábado, 11 de julho de 2015

O BICHO

      Ontem à tarde, voltando para casa, na entrada da vila onde moro, havia um homem mexendo nas sacolas de lixo. Eu pensei: deve ser algum catador de material reciclável, pois já abrira algumas sacolas e, verifiquei próximo a ele, uma latinha de refrigerante. Bem na sua frente, no entanto, vi algo que me deixou intrigado...
       Curioso, aproximei-me, com o intuito de lhe chamar a atenção, pedindo-lhe que quando acabasse, deixasse tudo como estava antes. Foi quando vi que, mais próximo de si, num resto de plástico branco, ele já havia separado restos de alface e rodelas de tomate, formando o material, sobre a tela branca do plástico estirada no chão, a mais intrigante pintura que eu já presenciara, trazendo-me, ainda, à mente o poema “O bicho”, de Manoel Bandeira. Aos poucos, no meio daquele resto de lixo alimentar, ele descobria mais elementos, que cheirava, escolhia, e adicionava ao “prato”... Meu Deus! Como pode acontecer isso numa cidade tão rica como a nossa! Não podia ser verdade! Mas, era.
         - Quando acabar deixe tudo como estava antes, ok?
         - Pode deixar.
         Dei dois passos em direção à casa, sem deixar de me comover com a cena vista. Separei uma cédula e, emocionado a entreguei ao infeliz.
         - Aqui para o senhor.
        Ele, agradeceu, invocando a proteção divina para mim. Emocionado, rumei para minha casa, chocado com a cena. “Meu Deus, o bicho de que falava Manoel Bandeira no seu tocante poema, existe.” Eu comprovei. Apesar das imensas riquezas nossas, muitas vezes, mal administradas ou despudoradamente dilapidadas. O pior de tudo é a gente constatar que as nossas praças atualmente estão lotadas de homem-bicho ou bicho homem que enfrentam o frio da noite nas calçadas, debaixo de velhos cobertores, e catam comida nas lixeiras, para saciar a fome. Como cristão que sou, sei que poderia inclusive tê-lo convidado para comer alguma coisa melhor do que o lixo, em minha casa. Infelizmente, outro grave problema social que nos atinge atualmente – a Violência – me impediu de fazer-lhe tal convite. Mas, a cena de ontem me chocou! Chocou tanto que não dormi direito e ao acordar estava com esta crônica pronta na cabeça.      
Há trabalhos poéticos que, de tão vigorosos, não conseguimos retirar da mente. É o caso de “O Bicho”, de Manoel Bandeira, que foi um marco na minha vida e que hoje, numa constatação bem semelhante à do poeta (acredito eu!) foi inspiração para esta crônica. Por isso, resolvi incluí-lo na mesma, para apreciação e reflexão dos leitores:

O BICHO

“Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

 O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

 O bicho, meu Deus, era um homem”.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

HISTÓRIAS PRA BOI DORMIR ou DONA DILMA E SEUS (QUASE) QUARENTA MINISTÉRIOS.

         Tudo soa falso neste governo. A começar pela história da criação do termo “presidenta” ao invés de presidente, etimologicamente, a palavra correta. A invenção da mandatária (atropelando o português!) mostrou que muitas “histórias para boi dormir” ainda viriam por aí. Uma das que mais chamou a atenção do povo, foi a da composição do seu gigantesco ministério, o que lhe valeu a comparação com outra história muito famosa  que, de alguma forma, até lembra o seu governo: “Dona Dilma e seus (quase) quarenta ministérios”...
         Como nas histórias de grandes aventuras, ela, personagem principal, precisava  mostrar exuberância no seu governo pois, revezando com o seu guru, pretendiam permanecer eternamente no poder. No entanto, apesar de constar da sua longa lista de ministérios, um do Planejamento, suas obras faraônicas e seus projetos mirabolantes quase sempre resultaram em grandes desastres econômicos.
         A popularidade da presidente começou a despencar, quando pessoas muito intimas do seu governo resolveram atacar o principal patrimônio do país, dilapidando-o como ratos no queijo, tentando se aproveitar ao máximo do dinheiro público. Por outro lado, Dona Dilma, sem priorizar o seu povo, principalmente o trabalhador que a elegeu, dá continuidade a obras herdadas do seu “guru”, beneficiando países vizinhos e simpatizantes da ideologia do seu partido. Chegam ao conhecimento público obras estranhas, com carimbo de “confidencial”, entre outras irregularidades. Com o prestigio em baixa e temendo resultado negativo, Dona Dilma, a presidente, em momento de decisão apelou: prometeu, xingou, mentiu para conquistar a vitória, pois conhecia bem o temperamento ordeiro e obediente do seu povo sofrido. Resultado: o povo iludido com o seu blábláblá demagógico para ganhar eleições, reelege a presidente.
         Depois, veio a realidade: a quase insolubilidade do país e a necessidade de apelar para economista de ideologia diferente da dela, para por as contas em dia. O arroxo financeiro oriundo de medidas saneadoras veio dificultar ainda mais a vida do trabalhador, do aposentado, da pensionista... Como não tinha como se explicar, a presidente buscou a saída que lhe restava: negociar... O apoio parlamentar dos que a apoiaram, renderam-lhes os melhores e bem remunerados cargos do governo: Ministérios, Secretarias, Segundo Escalão, etc., para apoiarem tudo o que a presidente enviasse e para deixa-la “blindada” das acusações que lhe são atribuídas... Um troca-troca, um toma lá, dá cá, promessas feitas abertamente, e prontamente aceitas por parlamentares já acostumados com esse jogo político. Assim, apoiada por explosivos, porém obedientes parlamentares, a presidente vai levando seu barco, se esforçando para evitar  um naufrágio, que pode surgir a qualquer hora.
         Esta história bem que poderia ser contada num estilo de contos infanto-juvenis, onde prevalece a coragem, a ousadia, a defesa da pátria, e da honra. Mas, infelizmente, só pode ser passada adiante como “História pra boi dormir”, com que a presidente e o seu partido abusam da paciência do povo. Até quando?  Uma coisa, porém, é certa: o estudante cheio de ideais, o trabalhador, o cidadão honesto, o aposentado, a pensionista, (por que não dizer: o povo brasileiro!), está todo o mundo de saco cheio!!! 

terça-feira, 26 de maio de 2015

UNIVERSITÁRIOS OU CHAPOLIN COLORADO?

        Entre os muitos casos da violência que a cada dia cresce no Brasil (nascida nas grandes cidades, principalmente, em razão do tráfico de drogas), um não sai da minha mente: é o caso do jovem estudante que, ao retornar à noite, acabou sendo morto na porta da sua casa, mesmo depois de ter entregue o celular aos bandidos. Sei que, atualmente, muitas famílias brasileiras vivem dramas semelhantes, perdendo familiares de forma estúpida, sem que medidas de segurança eficazes em favor da população sejam tomadas. E, por que eu – como pai que sou – me choquei tanto com aquela cena? Porque além da dor da saudade que daqui para frente os seus pais terão de conviver, também fica a enorme frustração pelo sonho interrompido, num país onde a realização dos ideais juvenis torna-se cada vez mais difícil.
         No meu entender, a violência é hoje o problema mais sério do país porque está diretamente ligada à vida do ser humano. Não que a roubalheira na Petrobrás; o caos na saúde pública, com hospitais superlotados e pacientes morrendo por falta de atendimento; a tão decantada Educação, onde pouco se vê do muito que é proclamado; o incalculável prejuízo decorrente das obras faraônicas inacabadas; a política do “toma lá, dá cá!” exercida hoje sem o menor escrúpulo por pessoas em quem  votamos para nos representar; é lamentável! A banalização desse tipo de atentado à vida, em razão da violência que tomou conta da nossa sociedade, é acontecimento assustador, jamais visto no país.
         Não é mais somente no Rio ou em São Paulo onde ocorrem tais violências. Tenho notícias de parentes sendo assaltados em suas casas por pivetes armados com facas, no Rio Grande do Norte, e, em Campos, onde moro, tenho vizinho que já teve sua casa invadida através de uma janela do primeiro andar. Aquela velha história da “tranquilidade de dormir com porta ou janela aberta”, nem pensar mais, em qualquer lugar do país! Como se não bastasse o cidadão ter se tornado prisioneiro da sua própria casa, agora, ninguém está mais seguro na rua, a qualquer hora. Tamanha violência, de que eu tenho notícias, só no tempo do cangaço, onde Lampião e seus cangaceiros promoviam barbaridades por onde passavam e não eram bem atendidos nos seus intentos. A diferença é que a violência do famoso bando se restringia ao Nordeste e há quase um século atrás... Hoje, a falta de respeito ao próximo e a violência, infelizmente, tomaram conta do país. E, a impressão que dá é que há um certo descaso com relação à sua prática. São muitos os casos em que a polícia prende o jovem e logo chega a justiça para colocá-lo na rua. Também, já vi bancas de camelôs exibindo – ao alcance de qualquer um! – belas e sofisticadas facas, bem convidativas à essa onda de violência... Sem falar das armas de fogo mais modernas que possamos imaginar, que entram facilmente pelas nossas fronteiras...
         Agora, só nos resta perguntar: quem poderá nos ajudar? Os universitários? Chapolin Colorado?...

sexta-feira, 24 de abril de 2015

MEU BRASIL BRASILEIRO

            Dia 21 de abril de 2015,
        Aniversário do sacrifício de Tiradentes pela Pátria

        Difícil ser brasileiro neste momento. Difícil, mas ao mesmo tempo instigante e fascinante. Lembro-me de um tempo parecido com o de hoje: quando eu, jovem, no Rio, comia no restaurante Calabouço, frequentava curso pré-vestibular de Medicina, fazia parte da AGEP (Associação Guanabarina de Estudantes Potiguares) e me empolgava com pronunciamentos de líderes estudantis que frequentavam o restaurante – Dirceu Regis, Elinor Brito, Vladimir Palmeira, por exemplo. Naquele tempo, a gente lutava de peito aberto contra a força de uma ditadura instalada no país, fosse no principal campo de batalha, a Avenida Rio Branco, nas ruas adjacentes, ou em torno do restaurante Calabouço, próximo ao Aeroporto Santos Dumont. Afinal, era aluno de um cursinho que não era barato, frequentado por jovens de várias classes sociais e de todo o país, e fazia refeições (bandejão) a preço simbólico no citado restaurante de estudantes. Tinha que lutar, pois, além das dificuldades financeiras, o que mais nos motivava e fervia nas veias, era a defesa de duas instituições sublimes: a Democracia e a Pátria. Na luta instalada, havia o momento do ataque e o momento do recuo, da dispersão. Esse era o momento em que, sozinho e pensando muitas vezes na família distante, procurava um bar ou uma lanchonete para, no banheiro, ajeitar a roupa, lavar o rosto, pentear o cabelo e, o mais importante, colocar a carteira do Calabouço dentro do sapato, para me salvaguardar, no caso de uma eventual “blitz”, muito comum após cada confronto. Era preciso me descaracterizar da figura de estudante militante, misturando-me com escriturários que desciam do trabalho, no final do expediente. Durante algum tempo, foi essa a minha rotina de estudante candidato a vaga numa Faculdade de Medicina, no Rio de janeiro nos distantes anos da década de 1960.
         Mas, a coisa ficou ainda mais difícil em 1968, com o advento do AI-5. Fecharam o restaurante “na marra”, acabando com o ponto de encontro dos estudantes que lá também faziam seus encontros para planejamentos e táticas contra os militares. Empolgação estudantil?... Sentimento pátrio? Como era possível, num combate tão desigual, enfrentarmos as possantes armas dos militares, apenas com as pedras portuguesas retiradas das calçadas? Não era de se estranhar que baixas estudantis acontecessem constantemente. Vi colega de braço quebrado; outro que, ao tentar devolver uma bomba de gás lacrimogêneo, a mesma explodiu na sua mão, causando a perda de três dedos; e, o que mais chocou a todos: a morte do estudante Edson Luis. O seu velório na Assembleia Legislativa foi clamoroso e varou a noite com inflamados discursos estudantis na escadaria do palácio. A “gigantesca” passeata dos 100 mil, que veio em seguida, contou com a participação de inúmeros artistas e intelectuais... Mas, a hora não era mais de se recompor diante de um roto espelho de bar ou de lanchonete do centro, após cada embate. Nem de buscar abrigo em escadaria de edifício, escalando o máximo de andares possíveis, achando guarida muitas vezes em escritórios retardatários, solidários com a nossa luta, até a situação serenar. Não. Não havia mais como continuar. Pelo menos para nós, simples secundaristas, comensais do Calabouço. O próprio Elinor Brito, presidente da FUEC, que liderava os estudantes no restaurante, foi quem, nos convocando para uma reunião geral, comunicou: “A coisa agora, vai ser diferente. A luta vai ser pra valer!” E, foi... Sem o respaldo de um diretório universitário, já que ainda não havia ainda alcançado a faculdade, ou sem apoio político, não dava para continuar: “abaixei as pedras”, dei meia volta, e busquei nos concursos outro rumo para a minha vida.
         A luta passou a ser mais intensa, com apoio de entidades estruturadas, com uso de armas e técnicas de guerrilhas urbanas, etc. Se era grande o número de estudantes e trabalhadores presos, por outro lado, técnicas especiais como sequestros de embaixadores passaram a ser executadas, forçando o governo a ceder. Eu agora observava tudo através dos jornais, rádios e TVs. A sensação não era a mesma, mas eu torcia pelos estudantes, é claro! Tempos depois, o jornalista Fernando Gabeira relataria, em detalhes fatos empolgantes da luta no seu livro “O que é isso, companheiro?” Da mesma forma que o cinema aproveitou momentos impactantes daquela grande aventura estudantil, transformando-os em filmes, como o belíssimo “Pra frente, Brasil!”
         Passados 50 anos, eis que nos deparamos hoje com uma situação esdrúxula de fome de poder bem parecida com a que acabei de narrar, que também acorda a juventude para a defesa da Nação. O país desgovernado, refém de um partido sem escrúpulos que age de qualquer maneira e quer, a qualquer custo, se perpetuar no poder. Um triste momento para a nossa Pátria Amada que se vê humilhada, diante do contexto mundial. Apesar do apoio maciço da população contra os erros do governo, infelizmente, membros do poder judiciário e do parlamento titubeiam na hora de tomar a decisão que o povo exige parecendo, de certa forma, concordar com os erros praticados pela cúpula do partido do governo. Nesse contexto, a garra da juventude brasileira entra novamente em cena, em defesa da Pátria.  E, eu, do alto dos meus 70 anos me emociono ao sentir a bravura com que eles atuam, em prol da nossa soberania, valendo-se atualmente, não mais das pedras portuguesas, mas de teclados de micros que também não são letais, mas alertam, denunciam, convocam e levam para a rua, não mais “cem mil”, como em 1968, mas milhões de brasileiros ávidos pela decência, pela seriedade, pela soberania de uma Pátria muito amada, acima de tudo; por um estado democrático, honrado, com oportunidades para todos; e por um povo alegre e fraterno que sempre foi a nossa marca entre as nações.