"Ao fim das crônicas conheça os poemas do autor"

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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

OS VELHOS ÍDOLOS

“Lábios de Mel”, “Vida da Bailarina”, “Cinderela”, “Babalu”, você se lembra de algum desses hits; e, de “O grito”, “Verdes campos do lugar”, “Aline”?...
É claro que se você tiver mais de 50 vai se lembrar de muitos, senão de todos eles... Pois, vejam vocês que maravilha! Dia 31 de agosto, no majestoso Teatro Riachuelo num dos grandes shoppings da capital potiguar – eu já afivelando as malas para voltar a Campos – tive o prazer de assistir a todos esses hinos ao romantismo (coisa rara nos dias atuais!) por seus interpretes originais: Ângela Maria e Agnaldo Timóteo. Eu, Ivoneide, minha irmã Dodora e uma platéia vibrante, formada por antigos fãs da dupla que aguardava, ansiosa a apresentação.
Ângela abriu o show. Com problemas de diabetes que lhe afetava a visão, justificado logo no início do espetáculo ela, por algumas vezes, precisou de ajuda de um ou outro componente da banda que os acompanhava. Mas, foi só iniciar os acordes da primeira música para que tudo a respeito do seu estado físico fosse esquecido. Quem brilhava a partir daquele momento era a estrela maior da MPB. A voz já não era a mesma? Usava de artifícios para contar com o coro do público? Que importa? Para o público, o mais importante era estar juntos, cantar com aquela que tantas vezes embalara sonhos adolescentes, foram “trilhas musicais” dos nossos primeiros romances... No final, uma surpresa: parece que ela havia se poupado para cantar “Babalu”. que interpretou de forma magnífica, encerrando a sua parte sua parte solo, dando a vez a Agnaldo Timóteo.
Timóteo, que de uns tempos para cá passou a ser mais político do que cantor, falou do seu passado, iniciando pelo fato de ter sido motorista de Ângela. Toda hora ia até o tecladista confabular alguma coisa. Brincou, dialogou com a platéia. Mas, fez também grandes interpretações como quando cantou, por exemplo, “Aline” ou “Os verdes campos do lugar”. Ao contrário da “sapoti”, que foi generosa com a platéia entoando os seus principais hits, sempre aclamada, ele cantou pouco, talvez a metade do que cantou sua parceira.
Na parte em dupla apenas duas músicas, e nem foram as mais famosas. “Cabecinha no ombro”, por exemplo, ficou de fora. Mas, as cabeças brancas, calvas ou pintadas que lotavam o teatro, saíram maravilhadas, de alma lavada com a noite mágica ali vivida. É maravilhoso ver ídolos brasileiros sendo aclamados no país, da forma que Ângela Maria e Agnaldo Timóteo foram (vocês se lembram até quando Frank Sinatra cantou?) a despeito de uma mídia preconceituosa que pouca ou nenhuma atenção dá aos mais antigos. A não ser, quando morrem...

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

LANÇAMENTO DO LIVRO "VIA INTERNET", NO PALÁCIO DA CULTURA DE CAMPOS DOS GOYTACAZES


1 - O presidente honorário da Academia Pedralva, José Salles, faz a sua saudação.



2 - O médico Otávio Cabral prestigiou o evento.



3 - Marcília exibe os seus exemplares.



4 - D. Conceição de Maria presta homenagem ao autor.



5 - Acadêmicos Herbson Freitas, Roberto Acruche, Gildo Henrique, e José Assad aguardando os seus exemplares.




6 - O abraço do autor da capa do livro, designer Gildo Henrique.



7 - O autor com os confrades da Academia Pedralva, Roberto Acruche e José Viana



8 - O autor recebe abraços das poetisas Ana Lucia e Sueli Petrucci, acadêmica e presidente da Academia Pedralva.



9 - O cantor Dino Mendi apresentou belos números do seu repertório.



10 - Os cantores Dino Mendi, Amalia Marins, Gladys Costa, Ferrer e a presidente da UBT-Campos, Neiva Fernandes, numa mesa animada.



11 - Visão panorâmica da festa



12 - Outra visão panorâmica.

domingo, 7 de agosto de 2011

ATÉ A VOLTA.

- Não. Eu não acredito que você ainda queira ir por terra! Não tem cabimento. Gastar 40 horas numa viagem que poderia fazer em apenas 4!...
- É verdade...
- Pensa no conforto, Homem! No que você poderia fazer com o tempo economizado!
- Eu sei... eu sei...
- O conforto é fundamental na vida da gente. Por terra você chega todo descadeirado, com os pés inchados, enfadado, só quer pegar uma rede para descansar e recuperar o sono, porque eu sei que você não dorme na viagem!... Na viagem aérea, você se livra dos buracos... dos cochilos do motorista... choro de crianças... banheiros fedidos... um horror!
- É isso mesmo...
- E, por que essa dúvida toda?!
- O avião!
- Mas, você não já viajou de avião? (pausa) Tá certo que tinha pressa. Velório da mãe. Além do mais, o tempo naquele dia não estava nada bom. Teve turbulência, gritaria, mulher histérica... Agora, com todo mundo viajando de avião, acontecem essas coisas. Mas, avião é o meio de transporte mais seguro do mundo, meu irmão. Depois daquela viagem eu já fui ao nordeste mais de 10 vezes. Sem problema! Não quero outra vida!
- ... (silêncio da parte dele que fixa o olhar num ponto distante).
- Já sei, é problema de dinheiro, não é? Olha só que coisa boa: você não vai pagar nada! Já ouviu falar em “milhas”, não já? (ele confirma com a cabeça) Pois bem: aqui em casa agora todo o mundo economiza milhas e com as que já temos você pode até ir de graça. Voltar, também, se quiser!
- (Retornando da divagação) Sabe de uma coisa, mana: o que eu gosto mesmo é sentir o chão, a todo momento, cheiros diferentes... Sentir o chão quando o motorista anuncia nova parada. Gente que hoje em dia já faz o caminho inverso, buscando oportunidades que agora surgem no Nordeste... no Norte. Conhecer seus planos, seus sonhos, suas histórias...
Os acidentes podem até acontecer. Dizem ser muito maior do que nas viagens aéreas, mas, mana, viajar milhares de quilômetros por esse Brasil afora, vendo amanheceres magníficos lá fora, pessoas alegres e costumes diferentes, é tudo muito fascinante na viagem por terra. (Como caindo numa realidade) Claro que há estradas mal conservadas, motoristas esgotados e loucos no volante, que não podiam estar dirigindo, trazendo perigo para quem utiliza a estrada. Mas... um dia, o combate a isso será prioridade, e a viagem se tornará mais agradável, ainda. Até a volta, mana!

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Via internet, repercussões

Pra ser sincero, eu não escrevi "Via Internet" para me emocionar constantemente com as reações dos amigos.
O lançamento foi bastante emotivo, as palavras da educadora Beth Araújo, idem; mas vejam vocês o que
eu acabo de receber de ROBERTO GÓIS, de Campina Grande, autor do magistral soneto "De mãos dadas partimos"
que eu, com muita honra inclui na coletânea Meus amigos poetas, última parte do livro. É, ou não é para abalar alicerces?
Nem transmissão do Galvão abalaria tanto. HAJA CORAÇÃO!!!... a começar pelo título que ele colocou: GURGEL - O ILUMINADO!


"AO FALAR SOBRE O POETA E ESCRÍTOR JOSÉ GURGEL EU PODERÍA BUSCAR, NAS LÍNHAS ELEMENTARES DA VÍDA,
PALAVRAS QUE REGÍSTRASSEM SUA ESSÊNCÍA HUMANA, SEU ESPÍRÍTO CARÍSMÁTÍCO E O SORRÍSO PECULÍAR
QUE ACALMA E ETERNECE OS AMÍGOS QUE O CERCAM. SUA EXÍSTÊNCÍA, PORÉM, É SUSTENTADA EM UMA TRÍADE
POUCO COMUM ÀQUELES QUE NÃO CONSEGUEM ENTENDER A ALMA DE UM POETA: SENSÍBÍLÍDADE, AMOR E
PAÍXÃO.
AO CRÍAR O HOMEM E DOTÁ-LO DE ÍNTELÍGÊNCÍA, DEUS PRÍVÍLEGÍOU ALGUNS DELES COM O DOM DA
POESÍA E, AÍNDA ASSÍM, FOÍ PRECÍSO QUE SEUS CORAÇÕES RECEBESSEM UM REFORÇO ÍNUSÍTADO E SEUS OLHOS
UMA PROTEÇÃO ESPECÍAL. O REFORÇO DO CORAÇÃO GARANTÍU AOS POETAS SOBREVÍVEREM ALÉM DE SUAS
EMOÇÕES. OS OLHOS, POR SUA VEZ, TORNARAM-SE MAÍS DENSOS, PARA RECEBER O EXCESSO DE UMÍDADE
QUE EMANA MUÍTO MAÍS DOS SENTÍMENTOS QUE DOS SOFRÍMENTOS ELEMENTARES DO POETA.
HÁ QUEM DÍGA QUE O MUNDO VÍVERÍA SEM ÁGUA, LUZ, E -PASMEN- POESÍA. ALÍÁS, CHESTERTON(1874- 1936)
AFÍRMOU QUE "O GRANDE POETA EXÍSTE PARA MOSTRAR AO HOMEM PEQUENO COMO ESTE É GRANDE".
AO LANÇAR NO SEU NOVO LÍVRO, " VÍA ÍNTERNET", UMA COLETÂNEA DE POESÍA DOS AMÍGOS, GURGEL ACENDE
A CHAMA DO AMOR E CHAMA O FEÍTO AO SEU DEVÍDO LUGAR, EMOCÍONANDO ÍNSTÍTÍVAMENTE TODOS OS QUE
TEM A OPORTUNÍDADE DE LER AS LÍNHAS MARCANTE DE SUA OBRA.
SE VÍVO FOSSE, WALLACE STEVENS( 1879- 1955) TERÍA NO POETA GURGEL A PROVA CABAL DE SUA TEORÍA SOBRE ESSES EMOCÍONADOS PENSADORES; " UM POETA OLHA PARA O MUNDO COMO UM HOMEM OLHA PARA UMA MULHER".
UMA VÍDA DE GRANDES SOFRÍMENTOS, COMPENSADA COM OS ARROUBOS DE UM CORAÇÃO APAÍXONADO, REVÍGORADA
COM OS REFLEXOS DE UMA MENTE ÍNSPÍRADA E SUSTENTADA NA PLENÍTUDE DE UMA ALMA ÍLUMÍNADA.
SEUS POEMAS E DE SEUS COLEGAS QUE FAZEM A "PEDRALVA" EXPRÍMEM O MÁXÍMO DE ÍNTENSÍDADE E DE EMOÇÃO ENVOLTOS EM SUTÍL MÚSÍCA VERBAL. DAÍ PORQUE SEU LÍVRO E SUAS POESÍAS SÃO PARA SER LÍDOS COM A VÍSÃO
DE QUEM PERCEBE ESTAR DÍANTE DE ALGO BELO - TÃO BELO QUE COMO DÍRÍA SAÍNT-JOHN
PERSE, POR NATUREZA SE TORNA ÍNDEFÍNÍVEL.

ABRAÇOS FRATERNOS

ROBERTO LÍMA DE GOES- CAMPÍNA GRANDE- 29/07/2011.

OBS: DESCULPE ÁS LETRAS "GARRAFAÍS", AÍNDA ESTOU SÓ ESCREVENDO COM A MÃO DÍREÍTA. SUA "CARTA AO FÍLHO
QUE VAI SER PAÍ" ME LEVARAM ÁS LÁGRÍMAS. EU, COMO BÍ-VÔ, ME EMOCÍONEÍ BASTANTE."

quinta-feira, 21 de julho de 2011

NOITE DE LANÇAMENTO DO LIVRO “VIA INTERNET”

Boa noite!

Em primeiro lugar queria agradecer a presença de todos que atenderam ao convite.
Aqui estamos para a festa de lançamento de um livro. Porém, ela também é festa de confraternização, de recordação, de homenagem. Homenagem àquele que um dia criou, neste espaço, um sarau, uma reunião literária, uma fraternidade... Esta reunião, ou seja o Café Literário, existiu neste espaço sob o comando do poeta Antonio Roberto durante oito anos, sendo interrompida pela sua morte. Nós, seus amigos e seguidores, no entanto, resolvemos que a sua bandeira deveria seguir adiante e, com muita garra, demos continuidade, fazendo, durante algum tempo, reuniões em lugares inadequados, até ocuparmos os espaços atuais nos altos da Casa da Carne e no Centro Cultural Antony Garotinho.
A semente plantada com carinho pelo Lavrador das Letras em terra firme e aproveitando o bom tempo... germinou, e tem dado bons frutos nos campos de Campos dos Goitacazes. Poderia classificar o livro que ora apresento como fruto do movimento criado pelo poeta. E, o seu título poderia ser outro... Por exemplo: “A época do Café Literário”, “O legado de um poeta”, “Literatura versus Fraternidade” ou ainda: “O delicioso cheiro do talento”... Quando o escrevia, descobri que a comunicação atual – bem diversa daquela de antigamente da qual fala o professor Luciano Soares, no seu magistral Prefácio – poderia determinar o título do livro. Entretanto quem folheá-lo, página a página, descobrirá que elas estão impregnadas de recordações de um tempo aqui vivido;... cheias de lirismo e de doces sentimentos...
Além de destacar do blog Painel do Gurgel textos em forma de crônica e poesia, tive a idéia de incluir no trabalho a poesia de amigos. E, o resultado não podia ter sido melhor! Tudo o que de mais subjetivo e marcante na obra de cada amigo poeta eu busquei para embelezar ainda mais o livro: poetas de gêneros diversos e de diversas regiões, como o meu distante Nordeste. Quem viu, graças a Deus, gostou do resultado! A educadora Beth Araújo (que por motivo de saúde de parente não pode estar presente), achou bonito o meu gesto ao divulgar a poesia dos amigos, classificando-o de “Partilha da Solidariedade Poética”. Acredito que há muita bondade na expressão da nobre educadora. Prefiro acreditar que agindo assim estou consolidando a nossa amizade, interagindo conhecimentos literários, ao trazer ao público textos geniais de grandes amigos poetas.
Gostaria de finalizar esta apresentação com uma citação curiosa do poeta Vinícius de Moraes, que está circulando pela Internet, na qual ele diz: “EU PODERIA SUPORTAR, EMBORA NÃO SEM DOR, QUE TIVESSEM MORRIDO TODOS OS MEUS AMORES, MAS ENLOUQUECERIA SE MORRESSEM TODOS OS MEUS AMIGOS”.

sábado, 9 de julho de 2011

AVENIDA PELINCA E O PADRE QUE LHE DEU O NOME

Gilson é o dono de uma lanchonete localizada no térreo do Shopping Center Pelinca Square. Amante da cultura e da história da cidade, decorou o seu estabelecimento com belas e curiosas fotos da Campos de antigamente. Uma pessoa que a gente sente prazer em, de vez em quando, bater um papo.
Eu estava lhe apresentando a última prova do “Via Internet” quando o mesmo foi chamado para atender a dois homens que se postavam junto à caixa do estabelecimento. Por imaginar se tratar de assunto particular, comercial ou não, retornei à mesa em frente à televisão onde, vez por outra, costumo fazer um lanche. No entanto, logo em seguida ele me surpreendeu ao chamar-me para dividir a conversa com aqueles estranhos. Mais surpreso ainda fiquei ao tomar conhecimento do teor da conversa.
Os dois estavam na cidade a passeio, aproveitando para conseguir mais informações sobre o Padre Pelinca, que deu nome àquela importante via. Contaram que já visitaram o centro e estiveram na biblioteca em busca de mais informações sobre o padre de quem eram contraparentes, pois os mesmos pertencem à família Pelinca, de Macau, Rio Grande do Norte. Como sou curioso pelas coisas potiguares e campistas, Gilson quis saber se eu teria mais informações sobre o assunto. Contei-lhes que sabia de pouca coisa: que fora vigário da Catedral e que fora o celebrante do casamento do ex-presidente Nilo Peçanha. O que praticamente todo campista conhece, era certamente pouca informação para quem viera de longe, da Baixada Fluminense, em busca de mais conhecimentos sobre o ilustre parente. Fiquei de pesquisar com Valnize, filha de Valdir Carvalho, mais subsídios, e eles ficaram de, um dia, retornar...
Com a saída dos visitantes, ficamos discutindo as dificuldades para se obter maiores informações sobre a cidade e os seus vultos ilustres.
Aproveito esta oportunidade para parabenizar Silvia Paes e Aristides Sofiatti pelas denúncias que estão fazendo sobre o abandono dos nossos solares e prédios históricos. Qualquer cidade que se preze cultiva a sua história. Por que Campos não age desta forma? Com um passado tão brilhante!... Por que não haver na cidade um museu de ponta, capaz de ensinar aos estudantes, curiosos e visitantes – como os dessa crônica – o real e glorioso passado da cidade?